Independentemente do que são chamados - muros, barreiras ou vedações - a intenção é a mesma: servem para redefinir as relações humanas para o nível do "nós" e "eles". Quando a diplomacia falha vence a intolerância do homem, que no cúmulo do desespero recorre à construção de barreiras para separar-se dos outros, ou, se quisermos, separar outros a partir delas. Tem sido assim, desde tempos medievais, um pouco por todo o mundo.
Belfast - "Linha da Paz", a barreira da vergonha
Muitos metros de altura (15m em alguns pontos) em aço e cimento, vinte e sete quilómetros que se estendem sobre fragmentos de bairros.
Assim como no Médio Oriente, a questão religiosa é a responsável pela criação do chamado “Muro de Belfast”, na Irlanda do Norte. Trata-se de uma cerca de concreto e arame farpado construído no início dos anos 1970 que divide as ruas Shankill (protestante) e Falls (católica) e que têm alguns pontos de passagem que, durante a noite, são fechados para evitar maiores conflitos religiosos. Mesmo após os acordos de paz entre católicos e protestantes no país, o Muro de Belfast ainda revela o segregacionismo entre as duas partes.







... como é possível que um euro tenha valor diferente se dispendido no Porto, Gaia, Matosinhos ou Maia ou gasto em Lisboa, Almada ou Amadora?


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