Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
1+1+1+1=4


Tony Blair  jump to ---> ABC news

Estamos prestes a chegar um novo plano, mas ainda só se pode especular neste momento sobre o que esse plano vai ser. As pessoas devem ter esperança porque este plano está a ser trabalhado ao mais alto nível da administração americana com a comunidade internacional.

A administração Obama comprometeu-se a trabalhar para a formação de um Estado palestiniano com Israel. Defende a solução de dois estados, como sendo a única forma de resolver o conflito do Médio Oriente, e definiu-a como sendo de interesse nacional dos EUA. Obama vai ter reuniões separadas na Casa Branca com os israelitas, palestinianos e egípcios, para ouvir as suas opiniões.

Após essas reuniões , o Quarteto vai reunir em Washington para discutir e apresentar a nova estratégia. O Quarteto é composto pelos EUA, as Nações Unidas, a União Europeia e a Rússia.

Dentro das próximos cinco a seis semanas, teremos uma imagem muito clara do que o plano, efectivamente, é.


O Rei Abdullah II da Jordânia está a participar na preparação do novo plano norte-americano, e voltou a sublinhar jump to ---> TIMES online o papel essencial dos EUA no processo "solução 57":

“O futuro não é o rio Jordão ou o Sinai, o futuro é Marrocos no Atlântico ou a Indonésia no Pacífico. É a possibilidade de pessoas com visto para entrada em Israel entrarem em todos os países árabes, o direito da companhia israelita El Al voar sobre território árabe, e eventualmente o reconhecimento de Israel por todos os membros da Organização da Conferência Islâmica. Estamos a oferecer-lhes um terço do mundo, que os receberá de braços abertos. Esse é o prémio”

"O plano prevê mais do que apenas um estado palestiniano: a solução de dois estados passa a ser uma “solução de 57 estados”, disse o rei da Jordânia. “Não se trata se sentar à mesa israelitas e palestinianos, mas israelitas com palestinianos, israelitas com sírios, israelitas com libaneses.”

“Se não houver sinais claros nem directivas claras para todos nós, haverá o sentimento de que esta é apenas mais um governo americano que nos vai desiludir a todos”. E alertou: “Se atrasarmos as negociações de paz, vai haver um novo conflito entre árabes ou muçulmanos e Israel nos próximos 12 a 18 meses.”

"Se a solução de dois estados – que os actuais dirigentes israelitas não apoiam – for adiada e se não houver uma indicação americana clara do que vai acontecer este ano, a “enorme credibilidade” de que Obama goza nos EUA vai desaparecer rapidamente."


7 Dezembro 1941: A História repete-se?

Quando Mikado atacou a China a partir da Manchúria, em 1937, os Estados Unidos adoptaram a política de embargo de produtos estratégicos contra o Japão. Nos anos que se seguiram, americanos e japoneses procuravam acomodar uma paz, preparando-se para a guerra.

O Japão estava a perder a paciência, e nomeou o general Tojo Hideki, um militar favorável à extensão da guerra contra os Estados Unidos, para a chefia do gabinete imperial. Mesmo assim, Fumimaro Konoye conduzia as negociações diplomáticas com o secretário Cordell Hull no sentido de alcançar algum entendimento.

As exigências norte-americanas para suspender o embargo e de descongelarem os fundos japoneses retidos, eram impossíveis de serem atendidas. Inicialmente, limitavam-se à retirada do Japão da Indochina, mas o Marechal Chiang Kai-shek subiu a parada, forçando Cordell Hull a exigir que o exército japonês também evacuasse as partes da China conquistada, inclusive a Manchúria, onde já estavam instalados desde 1931.

Em resumo, o Japão deveria recuar em todos os frentes conquistados nos últimos anos de guerra para que os Estados Unidos, aí sim, levantassem o embargo. Não havia no Japão nem general, nem almirante, nem político, nem mesmo o imperador, capaz de aceitar tal proposta.

Em 22 Nov. Tokyo estabelece 29 de Novembro como o deadline das conversações, e avisa o Embaixador Nomura, em Washington, para não estender, sob que pretexto fosse, as negociações para além desta data. A partir daí as "coisas seguiriam o seu curso"...

7.12.1941 O Embaixador Nomura informa o governo americano, em Washington, que o Japão suspende as negociações de paz. 30 minutos depois os Japoneses atacam Pearl Harbor.


...espero que a História, num ou noutro episódio, não se repita.


(1+1+1+1)+56=1; não bate certo, pois não?


Benjamin Netanyahu queria ser o crupiê num jogo de Poker com alguns batoteiros mas, ao que tudo indica, vai ter que jogar xadrez num tabuleiro com algumas peças de simbologia infiel à causa expansionista sionista.

Netanyahu tem como prioridade aquela que foi a prioridade dos seus antecessores - a segurança nacional de Israel. Entretanto, algumas posições do "eterno amigo e aliado" tem baralhado a estratégia de jogo do falcão israelita, relativamente aquela que irá ser a sua politica externa. A expectante comunidade internacional aguarda com impaciência o seu encontro com Obama.

Recentes declarações do novo embaixador de Israel nos EUA, Michael Oren, do MNE Avigdor Lieberman, na seu giro por alguns países europeus, e da posição de Netanyahu, relativamente aos colonatos de Gaza, não augura uma solução pacífica para a Palestina... porque a culpa é dos árabes.

o que lhes vai na alma...


1=1. Michael Oren, e a "pressão demográfica árabe"

A solução ideal para este problema, que assenta em estados separados para os judeus e árabes palestinos, é irrealizável num futuro previsível.
Para a criação de um governo palestiniano, mesmo dentro dos parâmetros do acordo proposto pelo Presidente Clinton, em 2000, seria necessário a saída de pelo menos 100.000 israelitas dos colonatos da Cisjordânia. A evacuação de uns "meros" 8.100 israelitas de Gaza, em 2005, exigiu a maior operação militar israelita desde 1973, do Yom Kippur, e foi profundamente traumática." (!)
"Na ausência de uma solução, vai crescer a pressão internacional para transformar Israel num Estado binacional. Isso significaria o fim do projecto sionista."

1+1=2. Benjamin Netanyahu - Foi ministro das Finanças de Israel até 9 de Agosto de 2005, quando renunciou em protesto contra o Plano de Desocupação da Faixa de Gaza.

2+1=3. Avigdor Lieberman - Ultra-nacionalista, residente num colonato nos Territórios Ocupados, acusado de ter pertencido ao Kach, um partido ilegalizado en 1988 pela sua ideologia manifestamente racista e anti-árabe, que figura na lista de organizações consideradas terroristas pelo administração dos Estados Unidos, da União Europeia e do Canadá jump to ---> ERTA. O "Le Pen" israelita está constantemente envolvido em controvérsias pelo teor das suas declarações, criando mesmo alguns embaraços diplomáticos ao governo israelita.

Em Janeiro de 2009, durante o conflito Gaza, Lieberman afirmou que Israel "deveria de lutar com o Hamas como os Estados Unidos fizeram com o Japão na Segunda Guerra Mundial. Em consequência, a ocupação do país não era necessária." Uma ameaça que exorta um ataque nuclear, em Gaza.

Em 2006 o então Primeiro Ministro, Ehud Ólmert, e Lieberman fazem um acordo de coligação. Como parte do acordo, Lieberman ficou como Ministro dos Assuntos Estratégicos, um novo cargo cujo objectivo principal era de estabelecer políticas estratégicas contra o programa nuclear iraniano.

Em consequência deste novo cargo, Lieberman foi membro do Comité de Defesa e Assuntos Externos e de outras comissões de segurança que tratam com os casos mais secretos da segurança de Israel.

Renunciou ao cargo e retirou o partido da coligação do governo alegando a sua oposição às negociaciações de paz entre o governo de Ólmert e o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Zeidan Abbas.

Nutre uma simpatia visceral pelo Egipto. Em conversa com Embaixadores das Repúblicas que compunham a ex-URSS - Liebermen é Moldavo de nascença -, declarou que se houver uma quebra do tratado de paz, Israel deveria de bombardear a represa de Assuã (Aswan Dam), com consequências catastróficas no Vale do Nilo. Em Março de 2009, O Egipto fez saber que só trabalharia com a administração Netanyahu, caso Liberman apresentasse um pedidos de desculpas -que não o fez.

No giro pela Europa, acirrou os nervos diplomáticos, com as suas declarações anti-árabes. O "comprometimento com a paz, não com o Estado Palestino", enfatizando que o governo israelita ainda está a definir a sua política externa, a qual Netanyahu deve apresentar a Barack Obama no próximo encontro. Netanyahu, também recusa apoiar a ideia de um Estado palestino independente. - proposta endossada pelos negociadores dos EUA e da Europa.

É apontado como sendo o ministro encarregue do diálogo estratégico com os E.U., pelo que está cirurgicamente colocado para torpedear todos os quadrantes de negociação.

Está sob investigação policial, suspeito de corrupção.


sionismo-56-(1+1+1+1)=antisemitismo


Lieberman pode tentar por na mesa de negociações o seu plano de troca de territórios, que consiste em manter os colonatos sionistas nas férteis terras ocupadas da Cisjordânia, por troca para a jurisdição da Autoridade Nacional Palestina da região de Wadi-Ara, habitada quase totalmente por populações árabes, que pertence hoje a Israel ao abrigo da Linha Verde do Armistício israelo-árabe de 1949. Lieberman justifica esta sua ideia baseando-se em que os residentes desta área são todos árabes e que se vêem como palestinos e, portanto, devem ser 'reunidos' com a Autoridade Palestina.

Quem vai descredibilizar quem, parece ser o grande esforço diplomático. Israel, não vai querer negociar nada. Eventualmente, somente a troca e Wadi-Ara pelo reconhecimento internacional dos territórios anexados na Cisjordânia como sendo fronteira de Israel, será a única que poderá estar em aberto. Mais para além disto, sabe que está a fazer perigar Jerusalém, que não é reconhecido pela comunidade internacional como pertencente ao estado de Israel.

jump to --> Público   2009.06.17 / Lieberman volta a rejeitar congelamento dos colonatos com Hillary Clinton ao lado



ADzivo às 21:34 | link do post | comentar

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