Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
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A lua crescente, símbolo da fé do Islão [ AP Photo/Wally Santana ]

As eleições para o Parlamento Libanês realizam-se neste domingo, 7 Jun. Embora existam mais de 20 partidos políticos diferentes, a eleição resume-se à escolha de uma coligação pró-síria ou de uma coligação anti-síria. Actualmente a coligação anti-síria, Aliança 14 Março link externo Wikipedia, formada em 2005, que forçou a retirada da Síria do Líbano depois de uma longa ocupação, detém a maioria com 68 dos 128 lugares. Mas há fortes indícios de que a coligação pró-síria, liderada pelo Hizballah, poderá conquistar lugares suficientes para formar o novo governo. Independentemente do vencedor, o futuro reserva-se preocupante para o Líbano e, por arrasto, para os cíclicos invasores vizinhos - Síria e Israel.

Se a vitória sorrir aos partidos da Aliança 14 Mar, o que não será fácil tendo em conta as assimetrias expostas pela coligação durante a campanha, é certo que o Hizballah vai reclamar manipulação eleitoral na tentativa de obter resultados fora das urnas. Mais o mais provável será a utilização da sua altamente treinada, e bem armada, milícia para iniciar outra guerra civil. Mesmo não alinhando com o Hizballah, é questionável que o Exército libanês possa vir a interceder num possível conflito subsequente.

O país está apenas agora a começar a recuperar da guerra civil, e quaisquer novos combates sangrentos, como foram os da última vez, seriam desastrosos para o país e, ironicamente, poder levar à reocupação síria. Igualmente desastroso seria a formação de um governo liderado por um alinhado persa. Provas de intromissão persas (iranianas) nos assuntos internos do Líbano, foram apresentadas por Sayyid Hassan Nasrallah, líder do Hizballah, num discurso em que revelou a intenção do Irão de fornecer a um Governo libanês, liderado por seu partido, sistemas avançados de mísseis de defesa anti-aérea. Estes mísseis destinam-se, principalmente e naturalmente, contra aviões de reconhecimento israelitas, e é difícil de imaginar que Israel não reaja, o mais rapidamente possível, para eliminar esta ameaça.

Para além de tudo isto, os países árabes vêem uma vitória do Hizballah com desconfiança e pessimismo. Desconfiam de intenções iranianas no litoral do Golfo Pérsico litoral e não vêem um Governo libanês amigável dos persas, com bons olhos. Neste quadro o Líbano, como a Síria, vão sentir o isolamento do mundo árabe, consequência da aproximação com o Irão. Isso poderá trazer dificuldades económicas, a um país tão dependente do turismo que sente orgulho de ser a capital do mundo árabe, com tudo o que lhe tem associado. Também por isto, é difícil imaginar a imposição de uma sobriedade e austeridade típica xiita dos mulás de Teerão.

Os E.U. terão fortes reservas quanto a um governo libanês liderado pelo Hizballah, independentemente da inflexão de 'adjectivação' que tenha assumido relativamente a esta "organização terrorista". Provavelmente pesadas sanções serão impostas, similares às impostas sobre a Síria. Para além dos danos económicos e do fim dos acordos de assistência militar ao Líbano, pior ainda seria o prejuízo para as relações entre Washington e Beirute, com o fim do "espírito existente de amizade, e cooperação", que perdura à décadas...

Assim, parece que o Líbano está entre a espada e a parede. Independentemente em quem vá votar, vai ter lenha.

Qual delas estará mais seca...



ADzivo às 14:17 | link do post | comentar

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