Terça-feira, 10.11.09

UPDATE #1 (14:35) : O vaso de guerra norte coreano encaixou 15 dos 50 disparos. Ficou seriamente danificado e com fogo a bordo. Não me parece que o incidente vá morrer por aqui.

USS Missouri at Chong Jin, Korea

Navios de guerra norte e sul-coreanos envolveram-se numa troca de tiros, ao largo da costa oeste da Península Coreana.

O choque vem no momento em que as relações entre as Coreias dissolveram-se, corolário de vários meses de tensões causadas pelo teste do segundo dispositivo nuclear da Coréia do Norte.

Não houve vítimas do confronto, que teve lugar depois de um navio de guerra sul-coreano disparar tiros de aviso, à proa de um navio da marinha norte-coreano que tinha atravessado a fronteira. O vaso de guerra norte-coreano, respondeu ao fogo.

As marinhas do Norte e Coréia do Sul já travaram batalhas mortais, após a assinatura do armistício, ao longo da fronteira marítima ocidental no Mar Amarelo, em 1999 First Battle of Yeonpyeong First Battle of Yeonpyeong e 2002 Second Battle of Yeonpyeong Second Battle of Yeonpyeong.

No mês passado, a Coréia do Norte acusou a do Sul de enviar navios de guerra para a fronteira marítima para agitar as tensões, advertindo-a de que "imprudentes provocações militares" poderiam provocar confrontos armados.

O incidente antecede uma visita de Barack Obama de cinco dias à Ásia, durante o qual a questão do desarmamento nuclear da Coréia do Norte é um dos principais itens da agenda.

link externo Reuters  2009.11.09 / Two Koreas in naval clash, no casualties
link externo this is cnn  2009.11.10 / Report: Two Koreas' navies in skirmish
link externo Telegraph  2009.11.10 / Con Coughlin: The last thing the world needs now is conflict between North and South Korea



ADzivo às 10:48 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

Os familiares das dezenas de milhares de vítimas das atrocidades, quer da ocupação indonésia quer das milícias pro-indonésias, em Timor, estão revoltados com a capitulação do seu Presidente, José Ramos Horta.

Primeiro foi a "libertação" ilegal, por razões de saúde precária, do líder das milícias Maternus Bere, apontado pelas Nações Unidas de ser o responsável por centenas de mortes, incluindo freiras, e acusado de crimes contra a humanidade. Agora, é um tácito esquecer do que se passou, e não avançar com as queixas de crimes de guerra. Segundo Ramos Horta, o "passado é passado", e quando se tem uma poderoso vizinho como a Indonésia, que teve de sair de Timor com o orgulho ferido, caso os timorenses sejam insensíveis às razões do orgulho ferido, podem provocar uma reacção da Indonésia. Onde está a justiça, Nobel da Paz?

As Nações Unidas, que estão a investigar os crimes de guerra, condenaram perto de uma centena de elementos da milícia mas, até agora, nem um militar indonésio!

Um falhanço conforme admite Louis Gentile, alto comissário das Nações Unidas para assuntos de refugiados UNHCR, mas que não se deve desistir em respeito, e memória, daqueles que lutarem pela libertação deste pequeno país.

 

 


ADzivo às 13:52 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22.10.09

José Ramos Horta
Ramos Horta link externo Wikipedia juntou Timor Lorosae aos países que apoiam um embargo global à Birmania.

Na declaração de Ramos Horta é feito o pedido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor um embargo global sobre a Birmânia, e da libertação imediata e incondicional de Aung San Suu Kyi.

Isto foram as boas notícias ou as de louvar, branco se quiserem.

Vamos às outras...

Ramos Horta está a ver-se envolvido numa trama de favorecimentos e corrupção, que começou na Australia.

A ICAC, Independent Comission Against Corruption's de New South Wales, Australia, está a averiguar um caso que envolve o Município de Wollongong, e pelos vistos a coisa está preta.

A empresa no centro do escândalo, é a Wideform, do sector da imobiliária e construcção, de Fernando (Fred) Ferreira link externo Presidência da República Portuguesa. Em questão, na Austrália, foi a aprovação ilegal, com recurso a corrupção, de um empreendimento no valor de 31 milhões.

A cena australiana é das antigas. É mais gira pois mete uma Mata Hari, uns australianos e, pelos vistos, muito sexo !

Em Timor, a Wideform está sob suspeita de favorecimento, quando em 2007 enquanto Ramos Horta primeiro ministro, ganhou a concessão de um local priviligiado em Dili, sem concurso ou licitação,
        ... a agraciação do Presidente Ramos Horta, do Chairman da Wideform, Fred Ferreira, com a Medalha de Mérito,
        ... a nomeação da gerente da Wideform, em Dili, como Sua Excelência a Srª Estela Ferreira, Embaixadora da Boa Vontade da Republica Democrática de Timor-Leste,

        ... e a coisa já está a começar a provocar-te sorrisos, mas continuemos...

        ... a nomeação, pela Wideform, do primo de Ramos Horta, Eduardo Santos, como gerente de operações de negócio do Hotel Novo Horizonte, com 87 quartos, uma das compras da Wideform em Dili.

Uma pena que um país que apesar do fluxo de receitas petrolíferas para os cofres do governo, nestes últimos dois anos, continua a ser um dos países mais pobres da Ásia-Pacífico.

link externo Burma Campaign UK  2009.10.13 / Timor–Leste Backs Global Arms Embargo – First Asian Country To Support Embargo
link externo The Australian  2009.10.17 / Doubts cling to Dili deal
link externo site oficial da Embaixadora  Estela Ferreira - Goodwill Ambassador of Timor-leste
link externo Presidência da República Portuguesa  Presidência da República Portuguesa - Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa
link externo THE AGE  Planner said yes after sex and bribes




Segunda-feira, 12.10.09


A Coreia do Norte testou (disparou) hoje, cinco misseis de curto alcance, da sua plataforma de lançamento na costa leste.

A costa leste está declarada, pela Coreia do Norte, zona interditada pela até 20 de Outubro, porque é de prever mais foguetório.

Esta quebra no hiato de lançamentos dos últimos três meses antecedem, como habitualmente, uma nova ronda de negociações internacionais para a paz, para a qual a Coreia do Norte diz "estar pronta".

link externo Público  2009.10.14 / Coreia do Norte disposta a assinar tratado de paz com os EUA



ADzivo às 15:37 | link do post | comentar

Terça-feira, 22.09.09

A intimidação continuada, repressão e severas penas de prisão continuam a ser aplicadas, pela implacável ditadura da Junta Militar que "governa" Myanmar, aos monges budistas que participaram em protestos anti-governo.

A Human Rights Watch (HRW) link externo site oficial da Human Rights Watch relata que cerca de 240 monges sofreram duras penas de prisão, enquanto milhares de outros vivem sob a "vigilância constante" após as manifestações de 2007.

Os protestos que começaram como pequenos comícios rapidamente transformaram-se em gigantescas manifestações, lideradas por uma multidão de monges que representam o maior desafio para governo da Junta em quase duas décadas.

O novo relatório refere que há um grande potencial para uma repetição dos protestos se a comunidade internacional não colocar pressão sobre o regime, para aprovar uma reforma política credível antes das eleições previstas para 2010.

Na sexta-feira a Junta de Myanmar libertou dois jornalistas que ajudaram as vítimas do ciclone do ano passado e vários activistas da oposição, como parte de uma amnistia para os milhares de presos políticos. À sua libertação seguiu-se um outro relatório da HRW, na quarta-feira, que disse que o número de presos políticos em Myanmar mais que duplicou nos últimos dois anos.

O secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou a libertação de prisioneiros, mas pediu à Junta Militar para libertar aqueles que ainda estão detidos, incluindo a líder da oposição Aung San Suu Kyi.

link externo Human Rights Watch  2009.09.22 / Burma: End Repression of Buddhist Monks
                                Intimidation Intensifies Ahead of Second Anniversary of Crackdown




Sábado, 29.08.09

 


link externo Causa Nossa  2009.08.23
        O Descaramento


Ana Gomes transcreve excertos com que discorda num editorial do Avante, assinado pelo seu chefe de redacção.

Transpira que tanto o PS como o PCP podem tirar o cavalinho da chuva, porque se ela ganhar o desafio autárquico alianças com o PCP nem que a vaca tussa!!..

Sempre achei que esta diplomata tinha mais tomates que a generalidade do compadrio político português.
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link externo Haaretz 2009.08.28
        Why Lieberman took on Sweden


Lieberman ao acusar o governo sueco, alegando anti-semitismo e comparando-o ao governo que na II Guerra Mundial ignorou o Holocausto (imprecisão histórica=calúnia), empurrou os judeus suecos, que optaram por viver numa democracia, para uma armadilha e colocou-os, automaticamente, numa rota de colisão com a comunidade local. Um judeu jamais irá colocar-se contra Israel e outros judeus nunca!

Convém que os judeus não se esqueçam que muitos Europeus cristãos estão saturados, e a cagar-se para o epíteto de anti-semita, perante o que é comum ouvir-se em IsraHELL..."Fuck your fucking Jesus! We killed Him before and we will kill Him again”.

Defender os judeus espalhados pelo mundo não é apenas manter um refúgio seguro na hora de necessidade, ou organizar um transporte aéreo de emergência, quando a fome ou a guerra ameaçam. Significa diplomacia delicada, não esquecendo que as acções de Israel podem ter sérias repercussões para os judeus noutros países, quer os seus governos tenham ou não apoiado Israel.
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TIMOR: Justiça em rota de colisão com os interesses?

 


link externo ABC-Radio Australia News 2009.08.28
        Ramos-Horta rejects calls for war crime probe

link externo East Timor Law and Justice Bulletin 2009.08.29
        East Timor's lost opportunity

link externo East Timor Law and Justice Bulletin 2009.08.29
        East Timor: Solidarity Activists Press for Justice

link externo Irish Times 2009.08.28
        Timor Leste accused of forsaking justice for sake of reconciliation

link externo Emirates Business 24|7 2009.08.23 / Victims of East Timor atrocities still await justice

link externo BBC News 2009.08.27 / 'Still no justice' in East Timor



ADzivo às 07:15 | link do post | comentar

Domingo, 23.08.09
A crescente rivalidade entre a China e a India

 

A Índia e a China tem incrementado nos últimos meses a escalada na tensão fronteiriça, demarcada pela Linha de McMahon, nos Himalaias. De tal forma intensa, que na perspectiva Indiana é escandalosa. O agressivo patrulhamento das fronteiras pelas forças chinesas, incluindo incursões em território indiano tem forçado o exército indiano a reforçar a sua presença ao longo da fronteira de 3500 quilómetros, e estão a prejudicar gravemente os laços entre os gigantes asiáticos.

Representantes de ambos os governos estiveram, em Nova Deli na semana passada, numa inconclusiva 13ª ronda de conversações sobre a disputada fronteira. A reunião foi descrita como cordial, mas sem qualquer sinal de progresso.

A soberania Indiana sobre a província/estado de Arunachal Pradesh assenta na linha de demarcação estabelecida na Convenção de Simla -a Linha de McMahon- no tratado celebrado entre o Reino Unido e o Tibete, em 1914.

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A linha, que se estende ao longo dos cumes do Himalaia por 885 km, era a fronteira entre a Índia britânica e o Tibete, mas a China recusou-se a reconhecer e a ratificar todos os pontos do tratado, em especial a validade da fronteira traçada pela linha McMahon, argumentando de que o Tibete não era um Estado soberano na época em que a convenção foi celebrada. A partir de 1910, o governo britânico passou a tratar o Tibete como um estado independente.

Os mapas chineses consideram um território de cerca de 145 039 km² ao sul da linha como chinês, chamando-o de Tibete do Sul, enquanto que a Índia o considera parte de Arunachal Pradesh.

A China nunca deixou de reclamar a retrocessão do território, que já provocou a guerra sino-indiana, em 1962, caracterizada pelos combates a mais de 4.000 m de altitude.

A actual escalada de tensão já levou a India a deslocar duas divisões adicionais, com mais de 60.000 soldados no total, e dois esquadrões de caças SU-30 MK1, num total de 36 aviões.

Entretanto, três dias após a inconclusiva ronda de negociações, a China desencadeou os maiores exercícios tácticos da história do seu Exército Popular, "Stride-2009", embora com um número de soldados envolventes relativamente pequenos(!) -50.000 soldados-. Estes efectivos foram deslocados das suas bases, em comboios de alta-velocidade e em aviões civis, para manobras de dois meses de treino de fogo, no Tibete e em Xinjiang, numa mensagem clara para a India, que já foi surpreendiada, em 1962, pela capacidade de luta em terreno hostil longe das suas bases, do exército chinês.

O jogo do "meu é maior que o teu", está a levar a uma insentatez militar ao longo da fronteira do estado de Arunachal Pradesh, que inclui a porção reclamada pela China, onde se encontra a cidade de Tawang, berço do Dalai Lama. Coincidências!!..

 

Não pode haver dois sóis no céu

 


A Índia, reconhecida como tendo o menor poder dos dois, tenta manter relações cordiais promovendo o principio de que as duas nações asiáticas são irmãs. Os Chineses vêem a sua nação em ascenção e não sentem necessidade de compromisso, optando por jogar um jogo duro.

Em meados da década de 1970, começou a ajudar o Paquistão a construir a sua força nuclear por forma a manter a ameaça Paquistanesa com a arqui-rival Índia. Desde então, os chineses têm apoiado Islamabad da campanha de terror contra o Estado indiano.

No ataque a Mumbai (ex-Bombaim), o equipamento era de fabrico chinês, assim como quase todo os sofisticados equipamentos de comunicação utilizados pelos terroristas na India, especialmente em Caxemira, e é encaminhado através do exército paquistanês. A ISI - Direcção de Inter-Serviços de Inteligência, da China - dá formação pessoal aos terroristas paquistaneses, com o conhecimento de Pequim.

Num artigo publicado no site de estratégia China Internationl Strategy Net, gerido por Kang Lingyi (cyber-pirata que atacou sites do governo americano após o bombardeamento pelos EUA, em 1999, à embaixada chinesa em Belgrado), sob o pseudónimo ZhanLue (estratégia em chinês), é sugerido o apoio de Pequim, e com a ajuda de países amigos como o Paquistão, Bangladesh, Nepal e Butão, a movimentos separaristas de forma a 'promover' o colapso da India, para uma situação de 30 estados soberanos, um pouco semelhante ao velho sistema britânico de Maharajas regionais. A sugestão, que representa o pensamento dos estrategas chineses, conduziria a uma maior prosperidade chinesa na região e tem sido amplamente divulgada na China. O Governo indiano levou o artigo a sério e emitiu uma declaração dizendo que os dois países tinham acordado "para resolver questões pendentes, incluindo a questão da fronteira" num diálogo pacífico e de consultas, com a sensibilidade inerentes às preocupações mútuas.

Não admira que a India esteja a reavaliar as suas relações com Pequim. Qualquer dúvida que existisse na política externa indiana, relativamente à ameaça representada pela China, evaporaram-se recentemente. A India apresentou um número recorde de casos anti-dumping contra a China, na Organização Mundial do Comércio, e a China opôs-se a um programa de empréstimo do Banco Asiático de Desenvolvimento, a uma proposta indiana para um projecto de controlo de inundações, no estado indiano de Arunachal Pradesh, por considerar que abrange territótio chinês sob ocupação indiana.

Embora pouco provável que a previsão de que a China venha a atacar a India até 2012, se venha a concretizar, é esperada pela India duras acções dos chineses nos próximos anos. O reforço pela India da sua fronteira no Tibete demonstra prudência, para com aqueles que já são considerados, internamente, uma maior ameaça que o Paquistão.

A subtil cyber-propaganda chinesa ganhou pontos frente ao pacifismo indiano, quando na altura da ronda de conversações os mapas de satélite da Google, misteriosamente, mostravam os nomes de várias cidades de Arunachal Pradesh em mandarim, e não em Inglês ou Hindu, fazendo com a região parecesse parte integrante da China.

O desvio, pelos indianos, do espírito não-alinhado de Nehru, está a provocar algum nevorsismo nos chineses. A crescente parceria nuclear India-EUA é um enorme revés para os planos chineses de destabilizar Nova Deli. As democracias na Ásia ainda não estarão, formalmente, prontas para criar um 'arco da liberdade' para se defenderem, mas é notória a sua preocupação ante a crescente agressividasde e hostilidade de Pequim, e a India não quer ser um mero peão na contenda com a China.

 

Um fio-de-pérolas no Indico

 

Todos os dias, 40% da produção mundial de petróleo do Golfo Pérsico passa pelo Indico. Os mercados mundiais são abastecidos por mercadorias, das emergentes economias da China e da India, transportadas pelos seus canais de navegação. Esta realidade estratégica vai reformular o equilibrio de poder no Oceano Indico.

A crescente influência geopolitica chinesa, no sul da Ásia, é uma estratégia militar(?) para aumentar o acesso a portos e aeroportos. O fio-de-pérolas. A incerteza ocidental com esta estratégia reside em saber se ela está em conformidade com a declarada política de "desenvolvimentro pacífico" de Pequim, ou se de um plano para a primazia regional.


Uma base naval, um posto de escuta e a integração das Maldivas no seu sistema de guarda costeira, é mais uma tentativa da India em conter a crescente influência chinesa na região.

Embora não expressamente com o objectivo de uma base naval, mas que poderá ser utilizada para esse fim, a India desenvolveu um bom relacionamento com o Irão, e está a contribuir para a expansão do porto iraniano de Chabahar.

Ao abrigo dos acordos de parceria estratégica de segurança, a China adicionou algumas pérolas ao detalhe gráfico do seu "colar", que se estende a partir do seu porto em águas profundas de Hainan Island. Para além de diversas instalações portuárias situadas na costa da Birmânia e do Bangladesh, conta mais recentemente com Hambantota, no Sri Lanka, onde está a desenvolver uma base naval permanente, e com a base naval de Gwadar, localizada na província paquistanesa do Balochistan, para onde vai expandir a sua frota de submarinos nucleares.

A concessão para a base naval de Hambantota, no Sri Lanka é por contrapartida da ajuda militar ao Sri Lanka na sua luta contra os Tigres Tamil. A India era o antigo grande aliado do Sri Lanka, mas devido a pressões internas tinha suspendendido a sua ajuda militar.

O complexo de Gwadar, no Paquistão, foi inaugurado em Dezembro de 2008 e está totalmente operacional. Fornece um porto de mar profundo, armazéns, instalações industriais e terminais petrolíferos. Grande parte da assistência técnica, e 80% por cento dos fundos para a construção do porto, foram assegurados pala China, que de retorno obtém esta importante posição estratégica de acesso ao Golfo Pérsico: o porto, situa-se a apenas 180 milhas náuticas do Estreito de Hormuz, através do qual passa por via marítima o petróleo comercializado pelos países árabes. A ligação terrestre à China é feita pela estrada de Karakorum.

 

O puzzle das Marinhas

 

China e India são superpotências económicas emergentes rivais, e em paralelo com o seu crescimento económico cresce também a sua capacidede de projectar força no Oceano Indico.

A China tem a segunda maior marinha do mundo, mas muito aquém do poder da marinha dos EUA, e espara-se que venha a ser a maior economia nos próximos 20 anos, e nessa altura equivaler-se-á a ¼ da Marinha dos EUA. Mas a India não lhe fica atrás, com a terceira maior marinha, e umas das cinco maiores economias nos próximos 20 anos. Os gigantes asiáticos estão conscientes que o Oceano Indico é a chave para os seus interesses económicos e de estabilidade, e a possibilidade de um confronto naval nos próximos anos, é reduzida.

A super-potência do Indico, EUA, está firmemente aliada à India, mas a trabalhar na integração da China, em encontros multilaterais para a segurança no Oceano Indico. O Secretário da Defesa, Robert Gates, afirmou que, nos próximos anos, vê na India o parceiro e o garante de segurança no Oceano Indico... e além!!..

Gates não descarta nunca a possibilidade de cooperação, sempre que possivel, com a China. Os analistas acham que a segurança da região está dependente do engajamento dos EUA com a China e que os chineses, crentes na sua hegemonia e na sua rápida modernização militar, consideram-se a potência regional e, como tal, serão inflexiveis em matérias de segurança energética e de segurança regional.

Se a falta de entendimento entre os EUA e a China são grandes, entre a India e a China são dez vezes maior!!..


O Indico será um dos grandes desafios do século 21. A maior parte da população mulçumana do mundo, estendem-se ao longo da sua margem. Combina a centralidade do Islão, com a política global da energia e o mal-humorado relacionamento sino-indiano.

Os EUA e a China irão estar sujeitos a atritos na região, venham eles do crescimento da marinha do Japão, da pequena Singapura com quem partilham uma preocupação com a segurança da navegação, ou da cooperação da India com o Japão relativamente ao Estreito de Malaca.

Os dias de hegemonia americana no Indo-Pacífico estão contados. A tarefa da US Navy será, em breve, de cobertura às marinhas aliadas da India, no Indico e do Japão, no Pacífico Ocidental, de forma a definir limites à expansão chinesa. Mas terá que o fazer ao mesmo tempo que aproveita todas as oportunidades de incorporar a Marinha da China em alianças internacionais: o entendimento EUA-China no mar é nuclear para uma estabilização da política mundial no século 21.

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link externo Indian Defense Review  2009.08.04 / Unmasking China
link externo China Stakes  2009.07.17 / Illusion of "China's Attack on India Before 2012"
link externo The New York Times  2009.09.03 / China and India Dispute Enclave on Edge of Tibet

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link externo Revista Militar  2007.09.25 / Uma “Pérola” perto de um Mar de Petróleo: A Importância do Porto de Gwadar para a China



ADzivo às 20:35 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.06.09
kim roletas

A notícia já tinha sido adiantada pela PAJAMAS  link externo Pajamas Media, e foi agora confirmada pela REUTERS  link externo Reuters.

o povo é sereno, é só fumaça!
Um fiasco... uma quilotonelada é sempre um estaladão dos diabos, mas levando em conta a quantidade de dinheiro e de recursos comprometidos, foi uma bomba de mau cheiro!!..


Será que, Muhammad Saeed al-Sahhaf jump to ---> Wikipedia está a dar aulas na Universidade de Pyongyang?

Se está, os alunos são maus, ou melhor... não são tão divertidos quanto foi o professor na aplicação das suas teses.

link externo Los Angeles Times  2009.06.17 / U.S. may be within N. Korea missile range in 3 years, official warns
link externo Asia Times  2009.06.18 / Obama lights North Korea's fuse



ADzivo às 22:47 | link do post | comentar

Domingo, 14.06.09

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O USS Ronald Reagan (CVN-76) link externo página oficial, zarpou de San Diego para as áreas de intervenção da 7ª e 5ª Frota, que não é dificil de adivinhar serem a Coreia e o Golfo Pérsico!!...

Ao mais poderoso vaso de guerra do mundo juntou-se o Cruzador, da classe Ticonderoga, USS Chancellorsville (CG 62) link externo página oficial, os Destroyer, da classe Arleigh Burke, USS Decatur (DDG 73) link externo página oficial, USS Howard (DDG 83) link externo página oficial, USS Gridley (DDG 101) link externo página oficial e a Fragata, da classe Oliver Hazard Perry, USS Thach(FFG 43)  link externo página oficial.

 

 
enlarge: USS Chancellorsville (CG-62)enlarge: USS Decatur (DDG-73)enlarge: USS Howard (DDG 83)enlarge: USS Gridley (DDG 101)enlarge: USS Thach (FFG 43)
USS Chancellorsville (CG-62)USS Decatur (DDG-73)USS Howard (DDG-83)USS Gridley (DDG-101)USS Thach (FFG-43)

 

 

7th badge

A 7ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, tem por base permanente Yokosuka no Japão, com unidades localizadas em Sasebo, também no Japão, Chinhae na Coreia do Sul e Guam nas Marianas.

É a maior frota da Marinha dos E.U., composta por com 50-60 navios, 350 aviões e cerca de 60.000 Marine Corps.

 

 
Yokosuka

 

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O Comando das Actividades da 7ª Frota da Marinha dos E.U., está sediado na Base Naval de Yokosuka, Japão. É considerada, estrategicamente, a Base Naval mais importante do Pacífico Ocidental.

Está localizada na entrada da Baía de Tokyo, 65 km a sul de Tóquio e de, aproximadamente, 30 km ao sul de Yokohama. Os comandos que compõem esta instalação de apoio operacional ao WESTPAC inclui a Sétima Frota, o Destroyer Squadron 15, e o apoio permanente ao porta-aviões, USS George Washington (CVN-73).

 

 

fotografia disponível
Os Vasos da 7ª, sob o comando do USS Blue Ridge (LCC-19) link externo página oficial  fotografia disponível, que normalmente aqui se encontram fundeados, são o porta-aviões da classe Nimitz USS George Washington (CVN-73) link externo página oficial  fotografia disponível, os Cruzadores da classe Ticonderoga USS Cowpens (CG-63) link externo página oficial  fotografia disponível, USS Shiloh (CG-67) link externo página oficial  fotografia disponível, e os Destroyer da classe Arleigh Burke USS Curtis Wilbur (DDG-54) link externo página oficial  fotografia disponível, USS John S. McCain (DDG-56) link externo página oficial  fotografia disponível, USS Fitzgerald (DDG-62) link externo página oficial  fotografia disponível, USS Stethem (DDG-63) link externo página oficial  fotografia disponível, USS Lassen (DDG-82) link externo página oficial  fotografia disponível, USS McCampbell (DDG-85) link externo página oficial  fotografia disponível, e o USS Mustin (DDG-89) link externo página oficial  fotografia disponível.

 

 
ampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerra
ampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerraampliar fotografia do vaso de guerra

 

 
Sasebo

 

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Situada em Sasebo, Kyushu, é uma das bases navais dos E.U., no Japão. Oferece facilidades para o apoio logístico às forças da Frota do Pacífico.

Quando a Guerra da Coreia eclodiu, Sasebo tornou-se o principal ponto de partida para o lançamento das forças das Nações Unidas e dos E.U. Milhões de toneladas de munições, combustíveis, tanques, camiões e suprimentos fluíram através Sasebo a caminho da Coreia.

Sasebo desempenhou um papel vital na Operação Desert Shield / Storm durante 1990-91, servindo como de ponto de abastecimento munições e combustível para os navios e para os fuzileiros navais que operaram no teatro do Golfo Pérsico.

Os Vasos da 7ª que normalmente aqui se encontram fundeados, são os navios de assalto e desembarque anfíbio, da classe Wasp o USS Essex (LHD-2) link externo página oficial  fotografia disponível, da classe Whidbey Island o USS Tortuga (LSD-46) link externo página oficial  fotografia disponível, da classe Austin o USS Denver (LPD-9) link externo página oficial  fotografia disponível, da classe Harpers Ferry o USS Harpers Ferry (LSD-49) link externo página oficial  fotografia disponível, da classe Avenger os Draga-Minas USS Guardian (MCM-5) link externo página oficial  fotografia disponível, USS Patriot (MCM-7) link externo página oficial  fotografia disponível, e de salvamento o USNS Safeguard (T-ARS-50) link externo página oficial.  fotografia disponível

 

 
ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra
ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra

 

 
Guam

 

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A Base Naval de Guam é uma base naval estratégica localizada no APRA Harbor, Guam. Casa do Comando Naval das Forças das Marianas, do Comando de Submarinos Squadron 15.

É a sede de três submarinos classe Los Angeles e de unidades que operam no apoio do Comando da 7ª e 5ª Frota.

 

 
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ampliar fotografia do vaso de guerra ampliar fotografia do vaso de guerra

 


link externo Navy Compass  2009.05.28 / USS Ronald Reagan Deploys
link externo Telegraph  2009.06.13 / North Korea in 'early phase of all-out confrontation with US'
link externo Reuters  2009.06.11 / North Korea, Iran joined on missile work - U.S. general



ADzivo às 23:56 | link do post | comentar

Terça-feira, 09.06.09

A arte da política não é transformar um problema numa ameaça, e uma ameaça num conflito armado. A retaliação lógica, da Guerra Fria, poderá colocar-nos num declive escorregadio, com consequências imprevisíveis.

enlarge: ponte para nenhures

Com os seus 60 anos de existência, a Coreia do Norte mantém-se como o último Estado estalinista. Nesta restritiva sociedade, é difícil - se não impossível - aos residentes aperceberem-se da realidade em que vivem, comparativamente com o "mundo ameaçador" do exterior.

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Complicar o puzzle

 

As notícias do teste nuclear na Coreia do Norte em 25 de Maio vieram, possivelmente, esgotar a já pouca paciência existente em relação a Kim Jong-Il.

Os sul-coreanos estão preocupados não só com a sua segurança, mas também com a situação na Coreia do Norte fruto da solidariedade para os seus compatriotas, do outro lado da linha de demarcação e pelo desejo de uma, cada vez mais difícil, reunificação. Sem pânico, mas com emoção questionam-se sobre o que irá acontecer a seguir.

Há um ano os acontecimentos pareciam indicar um rumo bem diferente do actual, com a perspectiva de uma Península Coreana livre de armas nucleares cada vez mais realista. A Coreia do Norte tinha  concordado em encerrar o seu principal reactor nuclear, em Yongbyon, e em Junho de 2008, canais de televisão mostravam  a implosão da torre de arrefecimento do reactor, e a sua parcial desactivação. 18.000 páginas de documentação sobre o andamento de seu programa nuclear desde 1990, foram fornecidas aos Estados Unidos e à China. Foi permitido o acesso às suas instalações nucleares, aos Inspectores das Nações Unidas.

Então, de repente, veio a reviravolta. Foi negado o acesso aos inspectores, a desactivação do reactor de Yongbyon foi suspensa, retirou-se das conversações com os Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul, efectuou o seu segundo teste nuclear - o primeiro foi em Outubro de 2006 - e disparou pelo menos seis mísseis de teste em menos de uma semana. Como se tudo isto não bastasse, declarou nulo o armistício que terminou o conflito Coreano, de 1950-53, e deixou de reconhecer as fronteiras marítimas, no Mar Amarelo.

As avaliações do que poderá estar por detrás disto tudo, são as mais divergentes. No que respeita à Coreia do Norte alguns classificam as acções como irracionais, outros vêem como sendo uma tentativa para pressionar a comunidade internacional a dar mais ajudas; outros ainda sugerem que os acontecimentos é o aquecimento interno pela luta da sucessão. Na Coreia do Sul, alguns acreditam que a linha mais dura tomada pelo seu novo presidente para com o Norte tem sido contraproducente.

 

A confecção das pipocas

 

Ao virar pipoca, o milho estoira em todas as direcções. É necessário encontrar o caminho para retomar o diálogo político e diplomático, em particular com o das conversações das seis-partes. Mas mesmo a "paciência diplomática" tem limites, e a solução militar deve ser evitada.

Tal como uma criança que amua, Kim Jong-Il não gosta de ser repreendido, e pode-se entrar numa espiral que empurrará os norte-coreanos para a imprudência e consequente irritação das democracias, como pode ser visto na forte declaração feita pelo Conselho de Segurança da ONU.

Cabe ao Conselho de Segurança conceber acções concretas, que sublinhem a firmeza dos seus membros. Tem que ficar claro, ao regime norte-coreano, que o seu comportamento tem consequências. Mas para aqueles que esperam sanções duras, também devem ter em mente duas coisas. Primeiro, o povo sofredor da Coreia do Norte não deve ser refém do problema nuclear. Em segundo lugar, o colapso de um Estado com armamento nuclear, sempre muito problemático, pode ultrapassar esta barreira e tornar-se catastrófico.

enlarge: trabalhadores, em formatura(!), a caminho da fábrica enlarge: Cidade norte-coreana de Hyesan enlarge: edifício do partido, em Hyesan enlarge: dinastia Kim enlarge: dinastia Kim
enlarge: lavadeira enlarge: DMZ enlarge: Pyongyang enlarge: hora de ponta, em Pyongyang enlarge: Centro de Pyongyang
enlarge: transportes enlarge: carro de boi enlarge: A alfabetização das aves enlarge: KaGrandes passeios!!! enlarge: Guarda fronteiriço da Coreia do Norte
É a China que detém a chave para a Coreia do Norte?

 

A China pode ser a chave para a solução política, porque mantém relações com a Coreia do Norte a nível governamental, e porque lhe proporciona ajuda económica vital. Pode advertir Pyongyang que, a manter o rumo actual, vai ter graves consequências. Mas também é da China, como aliada da Pyongyang e membro do Conselho de Segurança da ONU, que se espera respostas a perguntas como: Onde está a "ameaça à soberania do país", tantas vezes invocado pela Coreia do Norte para as provocações militares?

Por isso, hesitam apoiar verdadeiras sanções como cortar o fornecimento de petróleo e carvão, que seria letais para a economia norte-coreana. Verdade, tais medidas poderiam desestabilizar o regime.

Kim Jong Il, sabe disso e está a tentar tirar vantagem do desejo de Pequim em querer estabilidade na península coreana, com actos provocatórios que podem alterar irreversivelmente algumas situações no nordeste da Ásia. A reacção chinesa é de cautela. De certa forma, receia uma implosão do regime norte-coreano, com uma avalanche de refugiados. Pequim, aparentemente, acredita que os seus interesses estão mais bem servidos com um regime norte-coreano fraco, e dependente da China, e aposta numa transição suave do poder. Os movimentos calculados de Kim, parecem concebidos para ajudar a garantir uma sucessão dinástica da Coreia do Norte, como sendo um estado com poder nuclear.

enlarge: ponte para nenhures

Só que a Coreia do Norte não é o Irão! Não possui petróleo nem gás natural para reverter o efeito das sanções. Se deixada "à rédea solta", Pyongyang vai tentar manter uma situação que lhe possibilite manter a chantagem - as armas nucleares. E o que é mais perigoso: a instabilidade da sucessão de Kim, ou a Coreia do Norte tentar redefinir o status nuclear na península coreana? Será essa é a causa para uma China tão cuidadosa?

Kim Jong-Il é, em parte, um produto da diplomacia chinesa que pode ficar envergonhada, se o pressionar sem sucesso. Mas Pequim também parece ter chegado à conclusão que o melhor passo para manter a estabilidade na Coreia do Norte, é apoiar outra transferência hereditária de poder. Independentemente das boas razões e cálculos da China, compete aos E.U. lembrar Pequim para os perigos de Kim ter margem de manobra. Um novo teste nuclear pode muito bem ser uma viragem na segurança efectiva da Ásia. Alguns políticos da Coreia do Sul já começaram a questionar se devem continuar a respeitar as restrições sobre as suas capacidades acordadas para mísseis com os E.U. em 1999. Novas acções de força de Pyongyang, podem levar a que outros, no nordeste da Ásia, considerem as suas próprias opções nucleares.

Os E.U. apostam no insucesso da tecnologia norte-coreana, nesta montra de demonstração comercial, que tem sido os últimos lançamentos. Irão, Síria e Venezuela podem não ter ficado muito convencidos com o foguetório, mas quanto ao teste nuclear, sem evolução tecnológica que pouco ou nada diferiu do de 2006, acaba mesmo assim por ser tentador.

O controlo marítimo, anunciado pela Coreia do Sul, de forma a desmobilizar intenções de tráfico nuclear, retira espaço de manobra a Pyongyang, e pode ser um rastilho. Da cooperação nuclear entre a Coreia do Norte e a Síria rendeu um acordo secreto para Pyongyang para construir um reactor de plutónio encoberto por Damasco. A força aérea israelita julgou ter resolvido o problema em Setembro de 2007, mas o projecto foi reiniciado.

O garrote da China sobre a Coreia do Norte é limitado, mas é mais significativo do que o de qualquer outra nação. Na verdade, a China revelou-se fundamental para levar Pyongyang de volta à ronda de conversações a seis, após o teste nuclear em 2006. Resta saber se a China pode colocar novamente suficiente pressão sobre a Coreia do Norte para a fazer mudar de curso. Se pode e se pretende!

link externo Time  2009.06.10 / Could North Korea Provoke a New Korean War?
link externo LIFE magazine  2009.06.10 / Pictures of North Korea's secrets and lies




Sexta-feira, 05.06.09
 
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Porque é que Gates não utiliza a Bola de Golfe para monitorizar o foguetório?

 

O Secretário da Defesa, Robert Gates, não autorizou a utilização do SBX link externo Wikipedia, um dos mais avançados sistemas de radar militar, para monitorizar os lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, impossibilitando os técnicos de recolher informação detalhada do lançamento. Confrontado com a questão de "não querer provocar a Coreia do Norte", Gates justificou ser apenas uma questão de dinheiro. Ainda segundo Gates, os seus assessores militares tinham-no desaconselhado a utilização do SBX, no primeiro lançamento.

O SBX, com um custo de US $900 milhões, tem um poderoso sistema de monitorização de radar que pode detectar pequenos objectos a milhares de quilómetros de distância. Mas o SBX é notoriamente frágil. Na semana que antecedeu o primeiro lançamento norte-coreano, estava em reparações. Deslocá-lo para o Alasca, para poder acompanhar o lançamento do míssil de Pyongyang, teria custado 50 a 100 milhões de dólares, segundo Gates, quando todos os serviços de informação garantiam tratar-se apenas de um lançamento de um satélite.

O SBX foi concebido para detectar e rastrear mísseis balísticos de forma mais eficaz e fornecer informações para orientar os interceptores, tanto em terra como no mar. A potência e a precisão do seu feixe melhora a capacidade do interceptador para distinguir os tipos de mísseis de penetração. Na verdade, o radar é tão poderoso que, estando no Alaska, pode acompanhar um objecto do tamanho de uma bola de baseball sobre a Costa Leste. O radar encontra-se habitualmente ancorado em Adak, no Alaska's, no entanto sendo um radar móvel, já foi movido pelo seu próprio poder, para o Pacífico para vários testes de rastreio de mísseis.

 
enlarge: SBX em deslocaçãoenlarge: Somewhere Over the Rainbowenlarge: SBX - com o USS Arizona Memorial em primeiro plano. Pearl Harbor, Hawaii.enlarge: SBX


ADzivo às 22:15 | link do post | comentar


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