Segunda-feira, 09.11.09
Merkava Mark IV

O Hizballah está a preparar-se para um novo conflito com Israel, que acontecerá antes de um ataque às instalações nucleares iranianas. Este será o primeiro passo de Israel por forma a evitar a primeira linha de retaliação, que pertubará imenso o norte de Israel com a mais que provavel barragem de foguetes.

Tendo perdido o controlo da fronteira, devido à presença da UNIFIL, o Hizballah está a reforçar posições de defesa fixas, em grupos de aldeias xiitas, a norte do rio Litani.

A recente escalada de tensões, como diversão ao relatório Goldstone, e a forma como Israel está a pintar o nível do armamento do opositor, deixa adivinhar uma preparação da opinião pública para uma intervenção mais que musculada, possivelmente sem precedentes nas "escaramuças" de/com Israel.

A guerra de 2006, entre o Hizballah e Israel, começou por ser uma retaliação maciça ao sequestro de dois soldados israelitas. Mas Israel monosprezou a capacidade do Hizballah, quando ao fim das primeiras horas do conflito achou que uma campanha de cinco dias com a sua força aérea, acabaria com o poder de fogo, e capacidade de acção do Hizballah.

Os cinco dias alargaram-se para 34 dias de renhidos conflitos, que obrigou Israel a alargar a intervenção à sua "cavalaria", e que provocou a morte a mais de 1.000 pessoas. O Hizballah tem "intoxicado" os mídia com declarações que "o novo conflito vai fazer da guerra de 2006 um piquenique".

Parece improvável Israel vir a repetir os erros de 2006, ao tentar minimizar a utilização de meios terrestres.O "sucesso" da intervenção na Faixa de Gaza, que poderá ter servido como um exercício de treino e preparação para mais um round com o Hizballah, pouco fez para dissipar as memórias do assombro de 2006, em que o tanque Merkava, um dos símbolos de invencibilidade mais poderosos da IDF, acabou por expor vulnerabilidades militares de Israel.

A Batalha de Wadi Saluki mostrou até que ponto o Hizballah se tinha preparado para enfrentar o mito Merkava. No primeiro dia os tanques procuraram entrar, torneando a aldeia de Al-Quantara, expondo-se aos ao guerrilheiros que estavam nas colinas. Equipados com misseis anti-tanque russos, os guerrilheiros atingiram três tanques israelitas levando a coluna a procurar um trajecto alternativo.

A alternativa era um perfeito local para emboscadas, a passagem pelos barrancos de Saluki. O Hizaballah sabia-o, e aguardava pacientemente. O primeiro e o último tanques foram atingidos, deixando a coluna, de 24 tanques, presa no vale, exposta em todos os flancos ao fogo do Hizballah. Onze tanques foram destruídos e os restante parcialmente danificados.

 

 

 

 



ADzivo às 18:04 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14.10.09


A guerra de 2006 entre Israel e o Hizballah terminou com a adopção, pelo Líbano e Israel, da Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Reza o acordo que, contra a retirada das forças israelitas do sul do Líbano e de cessar as operações ofensivas,o Hizballah desarmava os seus membros da milícia a sul do rio Litani, podendo os seus membros permanecer na área uma vez que, a grande maioria são lá residentes.

O Exército libanês foi para a zona da fronteira com Israel, apoiar a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), e assegurar o desarmamento do Hizballah, o que no entanto não veio a acontecer. Logo no início, UNIFIL afirmou que o seu papel não era desarmar o Hizballah, mas ajudar o Exército libanês nessa missão. Por sua vez, o Exército libanês recusou-se a desarmar o companheiro libanês. Assim, na prática, o Hizballah nunca foi desarmado.

Não só não desarmaram, como não foi interrompido o fluxo de reabastecimento de armamento após o cessar-fogo. As linhas de abastecimento criadas em 1982, pela Guarda Revolucionária do Irão aquando da formação do Hizballah, que começam no Irão e Síria, atravessem a fronteira Síria-Líbano, na rodovia Beirute-Damasco, e termina em Al-Biqa' (Biqa Valley), mantiveram-se sempre activas.

Por isso numa matéria parecem estar todos (Mossad, ONU, Líbano e Hizballah) de acordo: o Hizballah não só está mais armado mas, também, mais bem armado, do que na altura do conflito de 2006.

Mas a grande dor de cabeça está nos sistemas de misseis terra-ar que possam estar nas mãos do Hizballah. Os relatos de que a Síria tem treinado combatentes do Hizballah a operar o SA-8, uma ameaça para os aviões israelitas sobre o Líbano, é uma preocupação moderada. Até agora, não há relatos do SA-8 ter sido introduzido no Líbano. Se isso vier a acontecer, o mais provavel é repetir-se a reacção israelita de 1982, contra os sírios quando introduziram o sistema movel SA-6. Vão lá, e destroem-nos.

Só que, neste momento, os Russos estão a comercializar uma arma de ombro, terrível para a aviação.
        O IGLA-S (SA-24) !!..

Hugo Chaves já as mostrou orgulhosamente link ao video YouTube . Se os sírios as conseguem obter, vai ser um verdadeiro problema para a aviação israelita, em particular para os heli AH-64D APACHE, que o Hizballah já tomou o gosto, em 2006, de os deitar abaixo.

Este sistema, similar mas muito mais evoluído que o STINGER, é verdadeiramente móvel. Como não emite sinal de radar não é detectável, e torna-se um verdadeiro quebra-cabeças "catá-los" com os satélites espiões.

É pegar, apontar, disparar e pirar!!..

Netanyahu está a "senti-los" muito apertados, com a destabilização em Jerusalem e o dossier Goldstone no Conselho dos Direitos Humanos. Não esquecer que o Ministro da Defesa Barak, é um SR. em eficiência militar. "Seguindo os livros" da estratégia, vão surgir manobras de diversão.

link externo   KB MASHYNOSTREYENIYA / IGLA-S Man-Portable Air Defence Missile System



ADzivo às 21:36 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.06.09
enlarge
 

A lua crescente, símbolo da fé do Islão [ AP Photo/Wally Santana ]

As eleições para o Parlamento Libanês realizam-se neste domingo, 7 Jun. Embora existam mais de 20 partidos políticos diferentes, a eleição resume-se à escolha de uma coligação pró-síria ou de uma coligação anti-síria. Actualmente a coligação anti-síria, Aliança 14 Março link externo Wikipedia, formada em 2005, que forçou a retirada da Síria do Líbano depois de uma longa ocupação, detém a maioria com 68 dos 128 lugares. Mas há fortes indícios de que a coligação pró-síria, liderada pelo Hizballah, poderá conquistar lugares suficientes para formar o novo governo. Independentemente do vencedor, o futuro reserva-se preocupante para o Líbano e, por arrasto, para os cíclicos invasores vizinhos - Síria e Israel.

Se a vitória sorrir aos partidos da Aliança 14 Mar, o que não será fácil tendo em conta as assimetrias expostas pela coligação durante a campanha, é certo que o Hizballah vai reclamar manipulação eleitoral na tentativa de obter resultados fora das urnas. Mais o mais provável será a utilização da sua altamente treinada, e bem armada, milícia para iniciar outra guerra civil. Mesmo não alinhando com o Hizballah, é questionável que o Exército libanês possa vir a interceder num possível conflito subsequente.

O país está apenas agora a começar a recuperar da guerra civil, e quaisquer novos combates sangrentos, como foram os da última vez, seriam desastrosos para o país e, ironicamente, poder levar à reocupação síria. Igualmente desastroso seria a formação de um governo liderado por um alinhado persa. Provas de intromissão persas (iranianas) nos assuntos internos do Líbano, foram apresentadas por Sayyid Hassan Nasrallah, líder do Hizballah, num discurso em que revelou a intenção do Irão de fornecer a um Governo libanês, liderado por seu partido, sistemas avançados de mísseis de defesa anti-aérea. Estes mísseis destinam-se, principalmente e naturalmente, contra aviões de reconhecimento israelitas, e é difícil de imaginar que Israel não reaja, o mais rapidamente possível, para eliminar esta ameaça.

Para além de tudo isto, os países árabes vêem uma vitória do Hizballah com desconfiança e pessimismo. Desconfiam de intenções iranianas no litoral do Golfo Pérsico litoral e não vêem um Governo libanês amigável dos persas, com bons olhos. Neste quadro o Líbano, como a Síria, vão sentir o isolamento do mundo árabe, consequência da aproximação com o Irão. Isso poderá trazer dificuldades económicas, a um país tão dependente do turismo que sente orgulho de ser a capital do mundo árabe, com tudo o que lhe tem associado. Também por isto, é difícil imaginar a imposição de uma sobriedade e austeridade típica xiita dos mulás de Teerão.

Os E.U. terão fortes reservas quanto a um governo libanês liderado pelo Hizballah, independentemente da inflexão de 'adjectivação' que tenha assumido relativamente a esta "organização terrorista". Provavelmente pesadas sanções serão impostas, similares às impostas sobre a Síria. Para além dos danos económicos e do fim dos acordos de assistência militar ao Líbano, pior ainda seria o prejuízo para as relações entre Washington e Beirute, com o fim do "espírito existente de amizade, e cooperação", que perdura à décadas...

Assim, parece que o Líbano está entre a espada e a parede. Independentemente em quem vá votar, vai ter lenha.

Qual delas estará mais seca...



ADzivo às 14:17 | link do post | comentar

Quinta-feira, 04.06.09
REUTERS

A maioria das pessoas nunca ouviu falar de Ghajar (غجر) - sem ser pela verdadeira razão pela qual deveria. Ghajar tem uma população de cerca de 2000 árabes, sendo a maioria da mesma, pequena, seita dos actuais e anteriores presidentes da Síria - os Alawi.

ver no Google Maps

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Ghajar está encravada na fronteira entre o Líbano e os territórios ocupados por Israel. Se este território ocupado era parte do Líbano ou da Síria, é ponto de discórdia entre o Líbano a Síria e Israel. A este respeito, Ghajar é semelhante a uma outra série de aldeias nesta mesma área, as «Chebaa Farms».

Ghajar está dividida em duas, pela fronteira internacional. A parte norte situa-se no Líbano e a parte sul na Síria, mas ocupada por Israel desde a Guerra Seis Dias, em 1967. Durante a invasão do sul do Líbano em 1982, por Israel, as forças israelitas ocuparam também a parte libanesa de Ghajar.

REUTERS

Quando, em 2000, Israel retirou do Líbano, as Nações Unidas delimitaram a fronteira, uma vez mais com a divisão da cidade entre o Líbano e os territórios ocupados da Síria, por Israel. As forças libanesas nominalmente assumiram o controlo, mas, na realidade, a parte libanesa tornou-se uma importante base de operações do Hizballah link externo Wikipedia.

Segundo os Acordos de Ta'if link externo Wikipedia e a Resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, todas as milícias libanesas teriam que ser desarmadas. Israel ao retirar, em 2000, fez com que, teoricamente, não houvesse nenhuma justificação para o Hizballah (ou de qualquer partido) manter uma ala de resistência armada. No entanto, o Hizballah afirmou que Israel não tinha retirado totalmente do Líbano, alegando que as 'Chebaa Farms' eram efectivamente território libanês, e não sírio. Esta alegação não tem fundamento, Chebaa é internacionalmente reconhecida como sendo território sírio ocupado por Israel.

ver no Google Maps

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Durante os combates, de 2006, entre o Hizballah e Israel, as tropas israelitas voltaram novamente a ocupar a parte norte de Ghajar, onde permanecem até hoje. Israel comprometeu-se a retirar-se do lado da fronteira do Líbano, assim que a situação de segurança o justificasse. O novo governo israelita disse que vai esperar até depois das eleições, em 7 de Junho, no Líbano para determinar se a retirada é justificada.

Israel teme que o Hizballah venha a ganhar mais poder nas eleições, e que se deixar Ghajar vai, na verdade, entregá-la ao Hizballah.

 

enlarge: checkpoint em Ghajarenlarge: checkpoint da FINULenlarge: ícones da ocupaçãoenlarge: patrulha da ONUenlarge: Alain Le Roy, secretário-geral das Nações Unidas para assuntos da paz

Claramente, em Ghajar, Israel está a ocupar uma parte do Líbano. Isso dá credibilidade ao argumento do Hizballah que Israel ainda está no Líbano, justificação utilizada para a manutenção continuada de seu braço armado. Embora Chebaa continue a ser um problema, uma saída israelita de Ghajar, esvazia os argumentos do Hizballah.

No próximo Domingo não se decide somente a composição do Parlamento Europeu. "Temos" as eleições no Líbano, que será uma pedra importantíssima no tabuleiro de xadrez da paz no médio-oriente e, será que há dúvidas da implantação xiita no Líbano?

 
enlarge: comício em Beiruteenlarge: comício em Beiruteenlarge: comício em Beiruteenlarge: comício em Beiruteenlarge: apoiante
enlarge: cerimónia de graduação de estudantes femininosenlarge: cerimónia de graduação de estudantes do Hizballahenlarge: comício em Beiruteenlarge: manifestação em Beiruteenlarge: estudantes xiitas
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ADzivo às 16:55 | link do post | comentar


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