Quarta-feira, 18.11.09

Os tentáculos do polvo lobbista sionista

Dispatches investigou um dos mais poderosas e influentes grupos de pressão política na Grã-Bretanha, que está a trabalhar em prol dos interesses de Israel. Apesar de exercer grande influência entre as mais altas esferas da política britânica dos mídia, pouco se sabe sobre os indivíduos e grupos que são conhecidos pelo 'lobby pró-Israel'.

O lobby pró-Israel tem como objectivo moldar a relação da Grã-Bretanha com Israel e condicionar futuras políticas externas relativas a Israel. Oborne analisa como o lobby opera de dentro do parlamento e as tácticas que emprega nos bastidores, ao controlar os mídia.

Para quando uma transmissão destas na televisão americana? A hipótese passou a ser um pesadelo para o Congresso dos EUA, e se algum dia vier a acontecer, a casa (capitólio) vem abaixo, e o watergate vai parecer um caso de meninos.

UPDATE 21 Nov: O embed (video altamente recomendado) nem através do You Tube estava a ser acessível, por não está autorizado pelo Channel 4. Está, no entanto, disponível via ALETHO NEWS link externo aletho news, graças a uma dica deixado nos comentários.


Para mais sobre um homem que aparece com destaque no documentário - Chaim "Poju" Zabludowicz, que se parece com um chefe da máfia judaica - ver
link externo The Guardian  2009.01.04 / How the pro-Israel lobby in Britain benefits from a generous London tycoon
... : ...

link externo Real Clear World  2009.11.16 / Why Britain Matters to Israel




Para a maioria dos colonos israelitas nos Territórios Ocupados da Cisjordânia - agora quase escondidos atrás de uma barreira muito mais imponente que o Muro de Berlim - o drama palestiniano pode estar a passar-se noutro planeta. Não sabem, não querem saber nem têm inveja de quem sabe. É-lhes completamente indiferente. Mesmo assim, alguns sabem como realmente é. Eles têm, ou já tiveram, a experiência em primeira mão, das condições impostas aos palestinianos - porque, enquanto no serviço militar, na IDF, tiveram um papel directo na imposição de tais condições.

Comodamente ao sofá, para além dos relatos, das fotografias e filmes que nos chegam, só realmente através de um acto de imaginação é que podemos transportar-nos para lá, e tentar compreender o que significa estar a viver sob ocupação militar.

"No Way Trough" foi especialmente concebido para nós - que temos a liberdade de movimento como um dado adquirido -, podermos ter uma noção do que significa a perda dessa liberdade.

Em redor de Jerusalém, o tempo médio de viagem de uma ambulância em socorro de um palestiniano é, agora, quase de 2 horas, comparado com os 10 minutos em 2001.

Só no West Bank existem mais de 600 postos de controle militar e estradas fechadas. Nestes postos de controle, é constantemente recusada a passagem aos palestinianos que necessitam de cuidados médicos imediatos ou urgentes, negada a ajuda médica, feridos ou até mortos a tiro.

Este filme é-lhes dedicado.




Sábado, 14.11.09

Jacky Rowland, mostra-nos uma estratégia israelita para destruir as vidas de muitos palestinianos.

A água é um recurso cada vez mais disputado entre Israel e os palestinianos. Israel foi acusada de usar quatro vezes mais água do que os nativos palestinianos, na chamada "Mountain Aquífer", nos territórios ocupados ao longo da Cisjordânia.

Israel contesta e diz que os palestinianos estão a recorrer ao uso ilegal da água. Agricultores palestinianos na Cisjordânia, ou "piratas d'água" como as forças de ocupação israelitas preferem chamá-los, desviam da canalização, água potável num esforço de garantir água para irrigar as suas terras. Os palestinianos justificam e argumentam que Israel está a negar-lhes o acesso à água, a fim de forçá-los a abandonar as suas terras.

A reportagem mostra as tropas de ocupação israelita a destruir o sistema de irrigação, do agricultor Badran Jaber na povoação de al-Baqa.

"Fomos surpreendidos por um grande grupo de soldados e colonos que cercaram toda a área. Perguntamos: 'Por que estão fazendo isso e o que é que quer?" Eles recusam-se a falar connosco. "Os homens que vieram com os soldados invadiram o campo e retiraram todos os tubos de irrigação, destruindo as nossas colheitas."



ADzivo às 16:48 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11.11.09

Halloween em Jerusalém
Benjamin Netanyahu mascarou-se de pacificador, para se apresentar ao lado de Hillary Clinton, no Halloween de Jerusalém.

Enganou-se na data!!..

Devia-o ter feito no Carnaval, e evitava a "estranheza geral perante o gesto".


FILHADAPUTICE 1-0 GOYIM

 

Hospital de Al Quds
Israel bombardeou o Hospital de Al Wafa, o Hospital de Al Fata (Al Wia'm), e o Hospital de Al Quds. Este último, sob cerco por tropas israelitas, sofreu um ataque com fósforo branco!!..

Somente à dois meses é que Israel concedeu a autorização para que o Hospital de Al Quds, em Gaza, destruido no Chumbo Fundido, possa ser reconstruído!!..

Esta "autorização" foi concedida a título de "gesto humanitário".

FILHADAPUTICE 2-0 GOYM

 

clinicas médicas móveis e ambulâncias destruidas pelo ataque israelita
Treze equipes médicas foram mortas e vinte e duas foram feridas quando assinaladas em serviço.

Quinze ambulâncias danificadas e sete destruidas, idebidem.

Doze unidades de saúde sofreram danos directos ou inderectos, através dos bombardeamentos israelitas.


FILHADAPUTICE 3-0 GOYIM

 


P: Quem são as vítimas da Operação Chumbo Fundido?
R: Os israelitas!

Os crimes de guerra são o relatório de Goldstone, os debates na ONU, a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch, B'Tselem, os soldados do Breaking the Silence - esses para muitos é que é um crime contra as vítimas do holocausto.

Os seguidores das vítimas do holocausto, de há 64 anos, sabem que vitimização é poder. Vitimização é liberdade. Não se pode pedir a uma vítima que se contenha. Uma vítima a lutar pela sua sobrevivência não pode ser acusada de abusar do seu poder, porque, afinal, está de costa para a parede e desesperada.

Os seguidores dos seis milhões de vítimas, do holocausto, acham que não podem ser culpados por serem descendentes das maiores vítimas que o mundo já conheceu. Lutam pela sua sobrevivência.

É isto o que eles dizem a eles mesmo, e ao mundo, para justificarem a sua atitude em Gaza. Os 6 milhões de judeus impotentes, vítimas às mãos dos nazis, estão inocentemente envolvidos nos abusos de poder dos sionistas.

A feroz intervenção israelita em Gaza deixou um rasto de destruição. Milhares de palestinianos - 20.000 estimados pelas ONU - estão a viver em barracas, porque Israel, com o seu bloqueio, não deixa passar o cimento necessário para a reconstrução, argumentando que as matérias primas podem ser utilizadas pelos terroristas.

Transfomaram Gaza num caso humanitário, mas Israel é que é a vítima de Gaza.

Palestinianos? Sofrimento? De que é que o mundo está a falar?

Afinal Israel deixa que eles comam, não deixa?

FILHADAPUTICE 4-0 GOYIM

 


THE KING'S TORAH

O livro foi publicado esta semana, com a co-autoria do rabino Yitzhak Shapira, considerado uma autoridade espiritual, entre os judeus mais radicais nos territórios ocupados na Cisjordânia, e está a receber o apoio de figuras proeminentes da direita religiosa.

A publicação do livro, reflete uma crescente antipatia em relação aos palestinianos, entre os judeus que vivem nos territórios ocupados

Michael Warschawski, o fundador da Jerusalem Alternative Information Centre, é da opinião que o pensamento no livro é bastante difundido entre os colonos. Um número substancial deles têm uma filosofia profundamente racistas contra qualquer não-judeu, e, mais concretamente, contra os árabes. "É um livro racista que em qualquer outro país levaria o procurador-geral a abrir uma investigação contra os autores", disse.

No livro o rabino não se coíbe de pedir o assassinato de qualquer não-judeu que possa ameaçar o Estado de Israel. "Em qualquer lugar, onde a presença de um gentio ponha a existência de Israel em perigo, é permitido matá-lo ... mesmo que não seja totalmente culpado da situação criada. As crianças e bebés não devem ser isentas desse destino. Elas vão crescer, e enfrentar-nos. Podem também ser alvo, como meio de pressão".

FILHADAPUTICE 5-0 GOYIM

 


NOT SO FAST

Ehud Barak, aka Bonaparte, não é o único adepto de que as casas de "terroristas" devem ser destruídas por buldozer, a fim de dissuadir potenciais terroristas. O Ministro da Segurança Interna Yitzhak Aharonovitch, partilha do mesmo espírito de acção.

O colono judeu americano Yaakov (Jack) Teitel, está a ser julgado por crimes terroristas efectuados ao longo dos últimos 12 anos, reflexo do fechar de olhos das autoridades israelitas para com a escalada de violência dos colonos judeus contra os palestinianos. Teitel só foi detido quando no seu curriculum de terrorista passou a constar sangue judeu.

Num país em que a lei é diferentemente aplicada para os israelitas judeus e para os israelitas árabes, a demagogia sionista transpira, a grande fedor, quando Aharonovitch passou a batata quente para Barak.

"O ministro (Aharonovitch), como a pessoa encarregada das autoridades policiais, não encontra nenhuma diferença na gravidade do crime, devido à origem do perpetrador. O ministro trata qualquer assunto de segurança, criminal ou moral de forma similar. No que respeita à demolição de 'casas de terroristas', o assunto está nas mãos do Ministério da Defesa (Barak)".

Evitar justificar a razão pela qual as suas escavadoras não entraram em acção, é o que Barak tem feito, como o diabo foge da cruz!

FILHADAPUTICE 6-0 GOYIM

 


Yair Lapid link externo Wikipedia / link externo ynetnews, escreve muito mas dadas as voltas todas, vê as coisas da mesma forma a que a propaganda sionista nos habitou; condenar um acto de Israel, é anti-semitismo. Vejamos:
    .os 7000 palestinianos mortos nos 62 anos de confronto israelo-palestinianao, representam 2 horas no confronto que opôs os hutus aos tutsis,
    .a matança de crianças em Gaza foi um acto imoral e, "possivelmente" imperdoável. No entanto existe uma diferença entre erros trágicos que acontecem durante a guerra e a maldade indiscriminada do Islão.
    .no final a diferença entre os judeus e os outros resume-se a que, os judeus podem apagar os outros da face da terra, mas nunca o irão fazer. Os outros, sem capacidades para o fazer, não pensariam duas vezes.

Assim, propõe uma tática para lutar contra o novo anti-semitismo: processá-los!

Lapid não vê onde está a complicação. Cada jornalista que se refira a eles como "criminosos de guerra" ou "assassinos de crianças", precisa de saber que no dia seguinte, o jornal vai ser processado com uma acção judicial de milhões, em nome do estado de Israel.

Sit Lapid sit... (6-1)



link externo urban dictionary                      goy | s.m. | adj.
link externo The National  2009.11.10 / Israeli rabbi approves murder of non-Jews
link externo The Jerusalem Post  2009.10.28 / Rattling the Cage: Some victims we are
link externo ONU  2009.11.09 / As winter’s rigours descend on Gaza, UN calls on Israel yet again to open crossings
link externo ONU                  / GAZA refugee camp profiles
link externo The Jerusalem Post  2009.11.10 / Gaza needs construction material before winter
link externo Haaretz  2009.10.19 / Israel's Napoleon: Ehud Barak's lavish lifestyle under scrutiny in Israeli media
link externo Time  2009.11.03 / Accused Jewish Terrorist Jack Teitel
link externo ynetnews  2009.11.10 / Should Teitel's house be razed?
link externo ynetnews  2009.10.25 / Ignorant anti-Semites
link externo ynetnews  2009.10.30 / Just sue them
link externo BBC News  2009.01.23 / In pictures: My street in Gaza



ADzivo às 15:29 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.11.09
Merkava Mark IV

O Hizballah está a preparar-se para um novo conflito com Israel, que acontecerá antes de um ataque às instalações nucleares iranianas. Este será o primeiro passo de Israel por forma a evitar a primeira linha de retaliação, que pertubará imenso o norte de Israel com a mais que provavel barragem de foguetes.

Tendo perdido o controlo da fronteira, devido à presença da UNIFIL, o Hizballah está a reforçar posições de defesa fixas, em grupos de aldeias xiitas, a norte do rio Litani.

A recente escalada de tensões, como diversão ao relatório Goldstone, e a forma como Israel está a pintar o nível do armamento do opositor, deixa adivinhar uma preparação da opinião pública para uma intervenção mais que musculada, possivelmente sem precedentes nas "escaramuças" de/com Israel.

A guerra de 2006, entre o Hizballah e Israel, começou por ser uma retaliação maciça ao sequestro de dois soldados israelitas. Mas Israel monosprezou a capacidade do Hizballah, quando ao fim das primeiras horas do conflito achou que uma campanha de cinco dias com a sua força aérea, acabaria com o poder de fogo, e capacidade de acção do Hizballah.

Os cinco dias alargaram-se para 34 dias de renhidos conflitos, que obrigou Israel a alargar a intervenção à sua "cavalaria", e que provocou a morte a mais de 1.000 pessoas. O Hizballah tem "intoxicado" os mídia com declarações que "o novo conflito vai fazer da guerra de 2006 um piquenique".

Parece improvável Israel vir a repetir os erros de 2006, ao tentar minimizar a utilização de meios terrestres.O "sucesso" da intervenção na Faixa de Gaza, que poderá ter servido como um exercício de treino e preparação para mais um round com o Hizballah, pouco fez para dissipar as memórias do assombro de 2006, em que o tanque Merkava, um dos símbolos de invencibilidade mais poderosos da IDF, acabou por expor vulnerabilidades militares de Israel.

A Batalha de Wadi Saluki mostrou até que ponto o Hizballah se tinha preparado para enfrentar o mito Merkava. No primeiro dia os tanques procuraram entrar, torneando a aldeia de Al-Quantara, expondo-se aos ao guerrilheiros que estavam nas colinas. Equipados com misseis anti-tanque russos, os guerrilheiros atingiram três tanques israelitas levando a coluna a procurar um trajecto alternativo.

A alternativa era um perfeito local para emboscadas, a passagem pelos barrancos de Saluki. O Hizaballah sabia-o, e aguardava pacientemente. O primeiro e o último tanques foram atingidos, deixando a coluna, de 24 tanques, presa no vale, exposta em todos os flancos ao fogo do Hizballah. Onze tanques foram destruídos e os restante parcialmente danificados.

 

 

 

 



ADzivo às 18:04 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

E se a Palestina declarasse unilateralmente a sua independência, às fronteiras de 1967?

A crescente preocupação israelita assenta no facto de que se tal acontecer, haver fortes possibilidades de ser reconhecida pelas Nações Unidas e pelo seu Conselho de Segurança.

Bibi pediu recentemente a Obama para vetar qualquer proposta nesse sentido, depois de chegarem informações a Jerusalém, que os principais países da União Europeia apoiariam a declaração.

Um reconhecimento, a essa declaração, transformaria qualquer presença israelita para lá da Linha Verde, e até mesmo em Jerusalém, numa incursão ilegal, para a qual os palestinos teriam o direito de exercer medidas de auto-defesa.

Bibi foi hoje para Washington, onde estará até terça-feira, mas até agora Obama não abriu a sua agenda para o receber. Embora a imprensa judaica esteja a tentar minimizar o acontecimento -a rejeição de Obama a Israel-, o facto é que raramente um premier israelita se desloca a Washington sem ser privado "do prazer de se encontrar com o seu primo americano".

Bibi vai discursar na Assembleia Geral das Federações Judaicas, e desloca-se ao Congresso. Obama tinha originalmente planeado falar na Assembleia, mas cancelou a sua aparição e vai enviar o homem em que Israel menos confia - Rahm Emanuel -, para discursar no seu lugar.

Acompanhemos...

link externo Press TV  2009.11.08 / Obama agrees to recognize Palestine's statehood
link externo Haaretz  2009.11.08 / PM heads to U.S. under threat of Palestinian statehood declaration
link externo The Jerusalem Post  2009.11.08 / No confirmation of PM-Obama meeting
link externo ynetnews  2009.11.08 / PM heads to Washington, hoping to meet Obama



ADzivo às 21:25 | link do post | comentar


... do teu poder,
à margem do poder.

... de exercer o teu poder,
numa acção de cidadania,
em prol de uma causa.


... do poder do boicote!

link externo  The Jewish Community Online  2009.11.05 / Sussex Students' Union agrees Israel boycott



ADzivo às 16:23 | link do post | comentar

Sexta-feira, 06.11.09

A Assembleia Geral da ONU aprovou, por larga maioria, uma resolução que pede a Israel e às autoridades palestinianas um inquérito credível sobre os alegados crimes de guerra cometidos no conflito de Gaza, no Inverno passado.

A resolução foi aprovada com 114 votos a favor, 18 contra e 44 abstenções. Os Estados Unidos votaram contra; a Rússia, França e Grã-Bretanha abstiveram-se. Portugal votou a favor.

O voto teve como base o relatório da comissão Goldstone, que acusa israelitas e palestinianos de crimes de guerra e possíveis crimes contra a Humanidade, em Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009.

link externo ONU  2009.11.05 | General Assembly Urges Israel, Palestinians to Conduct Credible, Independent Investigations into Alleged War Crimes in Gaza




A estratégia dos colonos de "casa a casa, família a família", vai colhendo os seus frutos enquanto o mundo, na comodidade do seu sofá, olha para o lado.

 

 

Os palestinianos de Sheikh Jarrah, de Jerusalém Oriental, estão lá residentes como refugiados das Nações Unidas desde a fundação do estado judaico, em 14 de Maio de 1948.

Israel já expropiou cerca de 35 por cento do território de Jerusalém Oriental, mais de 24.000 hectares de terra, foram retirados aos seus proprietários palestinos.


Quando Barack Obama foi eleito presidente, há um ano atrás, a sua posição sobre o conflito israelo-palestiniano parecia claro: Israel tinha de congelar os assentamentos. Pouco a pouco, a clareza, deu lugar à prevaricação, ao backtracking e submissão.

Em Maio, com o seu discurso ao mundo muçulmano sobre o Oriente Médio no Cairo, havia a esperança de que colocaria Benjamin Netanyahu no seu lugar. Mas a esperança está a dar lugar à desilusão.

Depois do chá do verão, em Setembro, Obama afastou-se do congelamento dos assentamentos e o objectivo passou apenas para conseguir juntar palestinianos e israelitas à mesma mesa. A retórica foi deslizando para clichês pantanosos: "Já é hora de parar de falar em condições para as negociações, é hora de avançar."

Acham? Ou melhor, quem é que deve avançar, já que ele não o fez?

No fim de semana passado, Obama hipotecou-se na perspectiva de negociações israelo-palestinianas, ao deixar a sua secretária de Estado, a beligerante Hillary Clinton transparecer a posição mais covarde e de falta de caráter desta jovem administração. Hillary Clinton tem a reputação de ser um falcão na política externa, o que é verdade em relação ao Médio Oriente. Foi uma apoiante incondicional das guerras do governo Bush no Afeganistão e no Iraque, e de "obliterar" o Irão, caso este desenvolva armas nucleares. Apoiou a construção do Muro da Cisjordânia, e nunca falou contra os assentamentos. É dos "apoioantes cegos" de Israel.

Hillary não só abandonou as exigências de congelamento dos assentamentos, como aceitou a recusa de Netanyahu de aderir a qualquer iniciativa americana, que tenha por base contra a decisão de continuar a construção de assentamentos num ritmo mais lento, "a contenção" Peace Now - Settlement Watch Team.

Assistiu-se ao ridículo de Clintou aplaudir a "contenção sem precedentes" nos assentamentos, no fundo um louvor ao desprezo de Netanyahu pelo direito internacional, e pelas resolução 446, de 1979, do Conselho de Segurança das Nações Unidas link neste blog link neste blog.

Não é a primeira vez que Hillary Clinton demonstra indiferença em relação à Cisjordânia, e aos palestinianos de Jerusalém Oriental. Contrasta com a posição de outro Clinton, o Bill, que em Dezembro de 1998 no ainda exixtente Aeroporto de Gaza disse link externo The New York Times:

"I am profoundly honored to be the first American President to address the Palestinian people in a city governed by Palestinians, this moment would have been inconceivable a decade ago."

 


Hillary foi logo criticada, enquanto fazia a viagem para Marrocos, onde ela tem uma amizade com o ditador deste país, que tirou férias das suas infinitas férias, para poder estar presente no Fórum sobre o Futuro. A resposta às críticas foi feita numa linguagem cuidada, por escrito, onde "oferece um reforço positivo, a qualquer das partes, nas medidas que tem como objectivo chegar a uma solução de dois Estados".

Um mediador flexivel, covarde, não é o que é necessário. Israel precisa de sentir pressão, e as exigências tem que ser apoiadas por ameaças. Os Estados Unidos subsidiam Isarel, quer economicamente, quer militarmente até ao montante de US $ 3 bilhões por ano, contra os $ 815 milhões à Autoridade Palestiniana. Grande parte deste montante é para cobrir a ocupação militar de Israel na Cisjordânia. O dinheiro pode - e moralmente deve - ser recusado se Israel continuar a recusar-se a ceder nos assentamentos.

link externo   2009.10.28 / 35% of East Jerusalem expropriated - study
link externo   Ministry of Housing’s Plans for the West Bank
link externo Reuters  2009.11.05 / Highlights from Abbas speech
link externo Time  2008.11.06 / In a Warning to Obama, Abbas Quits Election



ADzivo às 11:30 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.11.09

Notável, a declaração que o congressista Dennis Kucinich (D-OH) link externo página oficial do congressista fez hoje no Plenário da Câmara sobre H. Res 867:


“Today we journey from Operation Cast Lead to Operation Cast Doubt. Almost as serious as committing war crimes is covering up war crimes, pretending that war crimes were never committed and did not exist.

“Because behind every such deception is the nullification of humanity, the destruction of human dignity, the annihilation of the human spirit, the triumph of Orwellian thinking, the eternal prison of the dark heart of the totalitarian.

The resolution before us today, which would reject all attempts of the Goldstone Report to fix responsibility of all parties to war crimes, including both Hamas and Israel, may as well be called the “Down is Up, Night is Day, Wrong is Right” resolution.

Because if this Congress votes to condemn a report it has not read, concerning events it has totally ignored, about violations of law of which it is unaware, it will have brought shame to this great institution.

How can we ever expect there to be peace in the Middle East if we tacitly approve of violations of international law and international human rights, if we look the other way, or if we close our eyes to the heartbreak of people on both sides by white-washing a legitimate investigation?

How can we protect the people of Israel from existential threats if we hold no concern for the protection of the Palestinians, for their physical security, their right to land, their right to their own homes, their right to water, their right to sustenance, their right to freedom of movement, their right to the human security of jobs, education and health care?

We will have peace only when the plight of both Palestinians and Israelis is brought before this House and given equal consideration in recognition of that principle that all people on this planet have a right to survive and thrive, and it is our responsibility, our duty to see that no individual, no group, no people are barred from this humble human claim.”
 


link externo página oficial do congressista   Congressman Brian Baird / Israel and Gaza Deserve Better than a Misguided Resolution



ADzivo às 20:19 | link do post | comentar

 

 



ADzivo às 20:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 03.11.09


ADzivo às 00:20 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.11.09
O Joker do processo de paz


link externo Público  2009.10.31 / Abbas rejeita proposta de diálogo com Israel feita por Clinton
                                 Presidente palestiniano insiste no congelamento dos colonatos
link externo Politico  2009.11.01 / HRC's Mideast message seems to misfire
link externo AL JAZEERA  2009.11.01 / US criticised over stand on Israel
link externo Haaretz  2009.11.01 / In Jerusalem, Clinton hails 'unprecedented' Israeli settlement concessions
link externo i  2009.11.02 / Palestinianos acusam Estados Unidos de paralisarem negociações de paz
                                 Sem a interrupção das construções na Cisjordânia, não há negociações, avisam os palestinianos



ADzivo às 04:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 29.10.09


ADzivo às 21:04 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.10.09

Eitan Haber
Já no mês passado, raciocínios de Eitan Haber foram aqui referenciados link neste blog link neste blog.
link externo ynetnews  2009.09.17 / Israel must fight back tradução integral do artigo

E enquanto vamos lendo, vamos conversando.

Eitan não é um colunista de ocasião. O seu passado com o poder israeliata moderado, fala por si. Foi o Acessor para Imprensa de Yitzhak Rabin, e mais tarde seu Chefe de Gabinete. Fez parte da equipe que, em segredo, negociou o Tratado de Paz Israelo-Jordano.

Para os detractores do Prémio Nobel da Paz, que equipararam a atribuição a Obama com a do Arafat, convém lembrar que Arafat foi laureado em conjunto com Yitzhak Rabin e Shimon Peres, "em honra de um acto político que exigio muita coragem de ambos os lados, e que abriu oportunidades para a paz e fraternidade no Médio Oriente".

Yitzhak Rabin foi, posteriormente, assassinado link externo Wikipedia por um judeu ortodoxo. E para avivar memórias, Benjamin Netanyahu acusou Rabin de "não ter tradição nem valores judaicos", na campanha contra o Tratado de Oslo, retratando Rabin com um uniforme da SS nazi, na mira de um sniper. Bibi foi acusado por Rabin, de provocar a violência.

Voltando Eitan Haber e à opinião de Setembro. Era óbvio que toda a "bazófia" do editorial tinha por detrás um grande receio, que no caso dos israelitas, pode revelar-se perigoso, ou até mesmo por arrasto "extremamente perigoso" para provocar simpatias e solideriedade com a sua causa.

Passou mês e meio, e nesse tempo muita poeira acentou, a bazófia diluiu-se e o pesadelo cada vez mais se revela uma realidade, para os porta-estandarte da estrela de David.

link externo ynetnews   2009.10.28 / Obama or Wallerstein
              tradução integral do artigo   Israeli government will soon have to choose between world, settlers

Se o editorial de um contrato se tratasse, leia-se no seu fecho a jeito de entrelinhas...

And a quick reminder: The great South Africa, which had a wealth of natural resources we don’t, espoused for generations the values of arrogance and “homeland,” yet at the end of the day raised a white flag.

 

mas há mais...

One needs to be truly deaf or foolish in order not to notice what is happening around us: We are being surrounded. Future historians may divide the State of Israel’s existence into two periods – the first one would comprise our first 62 years; the second phase is starting now.
...
The world, and mostly the Muslim world, rapidly understood that the days where an Israeli prime minister would tell the US president “I’m coming to see you” and fly the next day are over. The phone calls to the White House where moves were coordinated have also ended. The American “Don” decide to look over the shoulder of his only (Israeli) son, and was frightened to see a billion and a half angry Muslims.
...
For 42 years they have claimed that Israel is a rogue state that is rebelling against and laughing at the whole world, so now the time has come to show Bibi Netanyahu and his colleagues who shall have the last laugh. The result of this is that dozens of countries, including some that used to be sympathetic to Israel, have spoken out against us recently and will continue to do so. A thousand phone calls by Netanyahu will not put out this fire.
...
Bibi, Barak, and their colleagues will apparently soon have to make a decision: Are they going with Barack Obama, Gordon Brown, Ban Ki-moon and others, or with settler leaders Pinchas Wallerstein and Danielle Weiss. We can’t have it both ways.
...
And if this world will lose all its patience and get truly upset, it may even try to force an agreement upon us, depending on America’s mood that day.
...that this is only the beginning, and there is more to come.

 



ADzivo às 23:04 | link do post | comentar

Enquanto Israel persiste na ameaça aos Iranianos, para que eles terminem o seu programa nuclear, convém não esquecer das capacidades nucleares israelitas, paralelamente com o facto de não terem assinado o Tratado de não-Proliferação Nuclear.

 

O arsenal de mísseis nucleares de Israel é uma séria ameaça para o Irão, para todo o médio oriente e países árabes e, até mesmo, para a Europa.

Numa altura em que iniciaram conversações sérias entre os Estados Unidos ea Rússia sobre as armas nucleares, convém não esquecer Mordechai Vanunu link externo Wikipedia, que alertou o mundo para as armas nucleares de Israel, a partir de Dimona link externo Wikipedia no Deserto de Negev.

 

 



ADzivo às 13:42 | link do post | comentar


Ed Koch
link externo The Atlantic   2009.10.26 / "Kasztner" Makes an Impact Once Again
              tradução integral do artigo

This brilliant documentary seeks to establish the hero status of Rudolf Kasztner. Kasztner successfully bargained with Adolf Eichmann to save the lives of approximately 1,600 Jews, who were transported out of Hungary to Switzerland, and an additional 19,000 Jews who were sent to work camps instead of death camps. Shortly before the end of World War II, Eichmann masterminded the killing of near 600,000 Hungarian Jews.

O rabino fundador da Satmar, Joseph Teitelbaum, foi salvo por Kasztner ao ser colocado no combóio para a Suíça. Quando convidado a comparecer no Tribunal de Justiça de Israel, a favor de Kasztner, recusou-se, dizendo que foi Deus que o salvou, e não Kasztner.



Shulamit Aloni
link externo ynetnews   2009.10.26 / Only Jews deserve dignity?
              tradução integral do artigo   Shulamit Aloni slams decision not to indict Border Guard officers who abused Arabs

Shulamit AloniOn a hot summer day, two Border Guard police officers walked around the holy city of Jerusalem without any particular mission. At one point they decided that it would proper to prove their authority and respectful position to themselves and to the Palestinians. The officers proceeded to nab two Palestinians, yelled at them, and demanded that they salute “their majesties” numerous times.




Shlomit Sharvit
link externo ynetnews   2009.10.19 / Art exhibit organizers: Look them in the eyes, Eli Yishai
              tradução integral do artigo   

racismo sionistaPiercing activism exhibit, 'Childhood in the Shadow of Deportation' presents photographed portraits of foreign workers' children whose future in Israel remains unknown. Exhibit organizers invite Israeli citizens, including Interior Minister Eli Yishai, to meet the children, to look them in the eye before their fate is decided.





Rabbi Michael Lerner
link externo Tablet   2009.10.01 / Tikkun's Interview with Judge Richard Goldstone
              tradução integral do artigo   Tikkun entrevista o Juiz Richard Goldstone

Richard GoldstooneGoldstone, as you will see in this interview, is a Zionist moderate who shares with Tikkun the view that Jewish values should be applied consistently, even if that means critiquing some of the behavior of some people in the Israeli army or even some of the policies of the State of Israel. And like Tikkun, he has been critiqued for being Anti-Semitic. Read this interview carefully and you will see how very cautious and balanced his statements are.


Country of My Skul (aka In My Country)
link externo The Internet Movie Database   2004 / Country of My Skull (aka In My Country)
link externo Blockbuster   2005 / Um Amor Em África
                         Em 1996, o Governo Sul Africano estabeleceu a Comissão Verdade e Reconciliação para investigar as violações dos direitos humanos sob o apartheid.

As audiências serviram como um fórum para os acusados de assassinato e tortura serem confrontado com as suas vítimas e, ao admitir sua culpa, ser concedida a anistia no Ubuntu, o costume nativo do perdão.
                                  

 



ADzivo às 01:06 | link do post | comentar

Domingo, 25.10.09


link externo ynetnews  2009.10.25 / Prof. Weiss at rightist event: Build third temple immediately
link externo Haaretz  2009.10.25 / Israel Police battle Arab rioters on Temple Mount; PA official arrested
link externo Arutz Sheva  2009.10.25 / Jerusalem: 21 Arrested in a Day of Arab Rioting



ADzivo às 23:07 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.10.09
Operation Cast Lead

[ 2009.01.18 GAZA - Iqbal Tamimi Photo / Palestinian Mothers ]


link externo McClatchy Newspapers   2009.04.22 / Israeli military blames civilian deaths on 'errors'



ADzivo às 04:38 | link do post | comentar

Bernard Kouchner e sua esposa, a jornalista Christine Ockrent
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner link externo Wikipedia, merece ser felicitado, por não se ter submitido à vontade de Benjamin Netanyahu, ao não lhe permitir visitar a Faixa de Gaza, na visita que estava programa para a próxima semana a Israel e à Cisjordânia.

Kouchner simplesmente cancelou a visita a Israel. Voilá!

Conhecido como "o médico francês", nascido de pai judeu e mãe protestante, Bernard Kouchner desfruta de grande popularidade em França e no mundo pela sua entrega a causas que necessitam de solidariedade humana.

Nesse sentido, pretendia visitar a Faixa de Gaza, e observar os trabalhos de reconstrução do Hospital Al-Qud na cidade, que está a ser efectuado com o auxílio da França.

A reconstrução do Hospital já tinha criado alguma revolta nos meios diplomáticos, porque o hospital destruido pelos israelitas necessitou de uma nojenta "autorização" de Israel para ser reconstruido, que só a concedeu à dois meses a título de gesto humanitário!!..


link externo Haaretz  2009.10.20 / Israel refuses to let French FM visit Gaza
link externo The Jerusalem Post  2009.10.20 / Channel 2: French FM canceled Israel visit over Goldstone report
link externo The Jerusalem Post  2009.10.21 / Jerusalem: There's no crisis with France



ADzivo às 02:33 | link do post | comentar


WIKIPÉDIA
A enciclopédia livre

The siege on the Gaza Strip
Gaza crisis: key maps and timelinerecords that do not lie
btselem
Fórum Palestinaend the SIEGE ON GAZA
Aung San Suu Kyi - The Nobel Peace Prize 1991
Campaigning for Human Rights and Democracy in Burma70.000 CHILD SOLDIERS! MORE THAN ANY COUNTRY IN THE WORLD.
The Plight of the Afghan Woman
Afghanistan OnlineNeither the US nor Jehadies and Taliban
Tibet will be free

Free Tibet OrgThe Tortured Truth
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... como é possível que um euro tenha valor diferente se dispendido no Porto, Gaia, Matosinhos ou Maia ou gasto em Lisboa, Almada ou Amadora?

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